Paróquia de S. Cristóvão do Muro

Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O PAPA FRANCISCO PRESIDE À CELEBRAÇÃO DAS VÉSPERAS E AO CANTO DO TE DEUM

Hoje, 31 de Dezembro de 2013, o Papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro às primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima, seguida da exposição do Santíssimo Sacramento e o canto do tradicional hino Te Deum, de agradecimento e conclusão do ano de 2013.

domingo, 29 de dezembro de 2013

sábado, 28 de dezembro de 2013

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NA MISSA DA NOITE DE NATAL

Não temais!
O nosso Pai é paciente, ama-nos, dá-nos Jesus para nos guiar no caminho para a terra prometida.
Ele é a luz que ilumina as trevas.
Ele é a nossa paz.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

UM SANTO E FELIZ NATAL!

A todos os que nos acompanham, quer estejam perto ou lá longe - mas que o “aperto na garganta” faz próximos, desejamos um Santo e Feliz Natal.

Que o nascimento do Menino reforce em nós a fraternidade.
Com os outros e para os outros, sejamos obreiros da justiça, da paz, da alegria e da esperança.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

NATAL: UMA ALEGRIA QUE VEM DE DENTRO

José Tolentino Mendonça


Não recorras ao que já sabes do Natal,
mas coloca-te à espera
daquilo que de repente em teu coração
se pode revelar

sábado, 21 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

NATAL EM TEMPO DE IMPÉRIO

D. Manuel Linda, Bispo das Forças Armadas e de Segurança


Os números. Sempre os números…

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

OS SONS DO NATAL

Entre hoje e o dia 25 de Dezembro, a fadista Carminho e o poeta e padre Tolentino Mendonça vão dar voz às meditações do projecto ‘passo-a-rezar’, numa série intitulada ‘Os Sons do Natal’.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

domingo, 15 de dezembro de 2013

HOJE À TARDE FOI O CRISMA PARA 17 JOVENS DA NOSSA PARÓQUIA

Foram 17 os jovens da nossa paróquia que hoje à tarde, pelas 15H00, na Igreja Nova da Trofa, receberam o Sacramento do Crisma.

sábado, 14 de dezembro de 2013

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ

Esta manhã, 12 de Dezembro, foi divulgada a mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do 47º Dia Mundial da Paz que se celebra a 1 de Janeiro de 2014.
"Fraternidade, fundamento e caminho para a paz" é o tema da mensagem em que o Papa convida a redescobrir o valor da solidariedade como remédio para os males sociais do mundo de hoje.

VAMOS CANTAR AS JANEIRAS!

O Grupo de Jovens JSF do Muro, como vem sendo hábito, vai cantar as Janeiras na nossa Paróquia.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O MUNDO NÃO PODE CONTINUAR A OLHAR PARA O LADO, ENQUANTO MILHÕES DE PESSOAS SOFREM DE FOME

"Estamos perante um escândalo mundial que afecta um bilião de pessoas que, ainda hoje, passam fome. Não podemos olhar para o lado e fingir que esta realidade não existe. Os alimentos que existem disponíveis no mundo são suficientes para alimentar a todos."
O Papa Francisco na sua mensagem em apoio à campanha internacional da Cáritas UMA SÓ FAMÍLIA HUMANA, ALIMENTO PARA TODOS (One Human Family, Food For All).

domingo, 8 de dezembro de 2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

INQUÉRITO SOBRE A REALIDADE FAMILIAR – DOCUMENTO PREPARATÓRIO DO PRÓXIMO SÍNODO DOS BISPOS

Foi a 8 de Outubro de 2013 que a Santa Sé difundiu a proclamação pelo Papa Francisco da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar no Vaticano de 5 a 19 de Outubro de 2014 sobre o tema: «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização».

sábado, 30 de novembro de 2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

PASSAGEM ARRISCADA

A CRISE DO VÍNCULO ENTRE AS GERAÇÕES no congresso «Recebi e transmiti» organizado pelo Pontifício Conselho para a Família

terça-feira, 26 de novembro de 2013

‘EVANGELII GAUDIUM’

A ALEGRIA DO EVANGELHO, a primeira EXORTAÇÃO APOSTÓLICA do PAPA FRANCISCO APELA À RENOVAÇÃO DA IGREJA

EVANGELII GAUDIUM, A ALEGRIA DO EVANGELHO

Publicada a exortação apostólica do Papa Francisco que quer indicar o caminho da Igreja para os próximos anos

domingo, 24 de novembro de 2013

O ENCERRAMENTO DO ANO DA FÉ NA NOSSA PARÓQUIA

Hoje de manhã efectuamos o encerramento do Ano da Fé, proclamado pelo Papa emérito Bento XVI, com a Missa da solenidade de Cristo Rei do Universo.

Após a celebração Eucarística, participamos na Adoração Eucarística a cargo da Confraria do Santíssimo Sacramento e com a colaboração do Coro Paroquial, até ao meio-dia.

Boletim Paroquial nº 76

Semana de 24 de Novembro a 1 de Dezembro de 2013
XXXIV Domingo do Tempo Comum - ANO C

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

NÃO ESQUEÇA, ÀS 21H00 DO PRÓXIMO SÁBADO, NO SALÃO PAROQUIAL

É já no próximo Sábado, dia 23 de Novembro, pelas 21h, que o Grupo de Jovens JUVENTUDE SEM FRONTEIRAS DO MURO (JSF Muro) realizará no Salão Paroquial do Muro um Encontro de Tunas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

HOJE É O DIA DE SÃO ROMÃO

São Romão do Coronado celebra hoje, 18 de Novembro, a festa do seu padroeiro, o Mártir São Romão.

Porque são vários os santos com o nome de São Romão, consultamos a página da Paróquia de São Romão do Coronado onde, pela narrativa aí apresentada, ficamos a saber que o seu padroeiro é São Romão de Antioquia.

Romão, seria soldado quando se converteu ao cristianismo, ao assistir em Roma ao martírio de São Lourenço, no ano 258.
Já como Diácono, estaria em Antioquia da Síria quando ocorreu a última grande perseguição aos cristãos no tempo do Império Romano, nos anos de 244 a 311, decretada pelo Imperador Diocleciano.

Ao ver que o prefeito romano Asclepíades se preparava para destruir a sua igreja, exortou os cristãos a resistir.
Por isso, foi preso e torturado ao ponto de o prefeito ter ordenado que lhe fosse cortada a língua para que não pudesse continuar a exortar os pagãos à conversão.

A tradição apresenta como facto milagroso que São Romão tivesse continuado a falar sem a língua o que levou a que, para o calarem definitivamente, fosse estrangulado na prisão no ano 303.

Também Santa Eulália, com já aqui referimos, foi vítima dessa grande perseguição, sendo martirizada no ano 304.

No entanto convém referir que a iconografia não corresponde propriamente com a narrativa da vida do Mártir.

O facto de a imagem apresentar São Romão com vestes de Bispo – incluindo o Báculo, ainda que com um livro na mão mas sem a palma de mártir na outra, sugere que possa tratar-se de um outro São Romão que não o de Antioquia.

Deixamos o desafio a quem possa vir a esclarecer a dúvida aqui levantada, a fim de esclarecer a mensagem que os nossos padroeiros querem transmitir-nos, como é referido em texto do Secretariado Diocesano da Liturgia (do Porto):

Na diocese do Porto, há uma devoção a S. Romão que não é despicienda.
Estamos perante variadíssimos santos com o mesmo nome que, por vezes, poderá não ser fácil identificar, sem recurso às origens e motivos da devoção popular.
É interessante elencar: bispo, abade, presbítero, diácono, monge, mártir e cantor.
Poderá até acontecer uma mescla iconográfica que espelha certa perda de identidade e, por consequência, a criação de um tipo híbrido.
Serão, por isso, bem‐vindos os estudos particulares e aprofundados a fim de se conhecer a origem da devoção local e o seu posterior desenvolvimento.
Também é de interesse pastoral o esforço de purificação da iconografia, a fim de esclarecer a mensagem que os nossos padroeiros querem transmitir‐nos.


sábado, 16 de novembro de 2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A PROPÓSITO DA IDEOLOGIA DO GÉNERO

É o título da Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, aprovada na 183.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa realizada em Fátima de 11 a 14 de Novembro de 2013, com a presença do Núncio Apostólico, Arcebispo D. Rino Passigato.
Participaram também a Presidente e o Vice-Presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

VISTA OFICIAL DO PAPA FRANCISCO AO PALÁCIO DO QUIRINAL

Amanhã, 14 de Novembro, o Papa Francisco efectua uma visita oficial ao Palácio do Quirinal, sede da Presidência da República Italiana, para retribuir ao presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, a visita que este fez ao Vaticano no passado dia 8 de Junho.

sábado, 9 de novembro de 2013

Boletim Paroquial nº 74

Semana de 10 a 17 de Novembro 2013
XXXII Domingo do Tempo Comum - ANO C

O PÃO SUJO DA CORRUPÇÃO

A CORRUPÇÃO TIRA-NOS A DIGNIDADE – o Papa na missa desta sexta-feira rezou pelas crianças que crescem em famílias corruptas.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

sábado, 2 de novembro de 2013

Boletim Paroquial nº 73

Semana de 3 a 10 de Novembro 2013
XXXI Domingo do Tempo Comum - ANO C

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

O desafio da nossa existência não é a morte, é o Paraíso!
Papa Francisco na Oração do Angelus do dia 1Nov2013, Dia de Todos os Santos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se.
Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:

domingo, 27 de outubro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

PARABÉNS, D. MANUEL MARTINS

Foi a 26 de Outubro de 1975 que o então Padre Manuel da Silva Martins, Vigário Geral do Bispo do Porto, foi ordenado Bispo na igreja de Santa Maria de Setúbal, tomando posse como primeiro Bispo da nova Diocese.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A FAMÍLIA É O MOTOR DO MUNDO E DA HISTÓRIA

Afirmou o Papa Francisco aos cerca de 150 participantes na XXI Assembleia Plenária do Conselho Pontifício para a Família

terça-feira, 22 de outubro de 2013

22 de Outubro a IGREJA CELEBRA A MEMÓRIA LITÚRGICA DE JOÃO PAULO II

22 de Outubro, data que a Igreja assinala o dia de início de pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, depois de ter sido eleito Papa no dia 16.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

BEATO JOÃO PAULO II e PORTUGAL

O Beato João Paulo II, para além de uma escala em Lisboa em 1983, visitou Portugal, e Fátima, nos anos 1982, 1991 e 2000.

domingo, 20 de outubro de 2013

DIA MUNDIAL das MISSÕES

O Dia Mundial das Missões assinala-se, em cada ano, no terceiro domingo de Outubro, este ano dia 20.

sábado, 19 de outubro de 2013

Boletim Paroquial nº 71

Semana de 20 a 27 de Outubro 2013
XXIX Domingo do Tempo Comum - ANO C

ARQUIDIOCESE de BRAGA CELEBRA S. FRUTUOSO

HOJE, 19 DE OUTUBRO, A ARQUIDIOCESE DE BRAGA RECORDA UMA DAS GRANDES PERSONALIDADES DA ALTA IDADE MÉDIA NA CIDADE BRAGA E REGIÃO: SÃO FRUTUOSO

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

17 Outubro: DIA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Desde 1993 que anualmente, a 17 de Outubro, se assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, instituído por resolução da Organização das Nações Unidas em Dezembro de 1992.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

Na mensagem para o Dia Mundial da Alimentação, 16 de Outubro, o Papa Francisco exorta a modificar os estilos de vida marcados por consumismo e desperdício.

Para além da escravidão do lucro a qualquer preço, é intolerável o «escândalo» da fome num mundo onde um terço da produção alimentar «está indisponível devido às perdas e aos desperdícios cada vez maiores».

sábado, 12 de outubro de 2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

sábado, 5 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O DIGITAL É AMBIENTE DA EVANGELIZAÇÃO

Padre Antonio Spadaro debateu nas Jornadas de Comunicação Social os desafios que a internet coloca à Igreja

domingo, 29 de setembro de 2013

FAZ HOJE 3 ANOS QUE MORREU D. ARMINDO LOPES COELHO, BISPO DO PORTO DE 1997 A 2007


D. Armindo Lopes Coelho


Nasceu a 16 de Fevereiro de 1931 na freguesia de Santa Comba de Regilde, concelho de Felgueiras, diocese do Porto;

Faleceu a 29 de Setembro de 2010, aos 79 anos, em Ermesinde, na Casa da Mão Poderosa, da diocese do Porto.

Entrou no seminário em 1942, concluindo o curso de Teologia no Seminário Maior do Porto em 1954.

Foi ordenado sacerdote em 01 de Agosto de1954 e enviado para Roma onde frequentou a Universidade Gregoriana até 1959 e se licenciou em Filosofia e em Teologia.

Em 1959 foi nomeado Prefeito e Professor do Seminário do Porto, onde leccionou até 1974.
Deu aulas no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas, até ser nomeado bispo titular de Elvas e auxiliar do Porto em 1979.
Deu ainda aulas no Liceu Normal de D. Manuel II, no Instituto de Serviço Social do Porto e no Centro de Cultura Católica.

De 1962 a 1965 foi assistente diocesano da Juventude Universitária Católica, assistente da Pastoral Familiar nas Equipes de Nossa Senhora e assistente na Escola de Pais Nacional, de que foi cofundador.

Foi cónego da Sé do Porto de 1971 até 1982.
Foi nomeado vigário episcopal para o Clero e Renovação do Ministério Eclesiástico em 1975 e pró vigário geral da Diocese do Porto em 1976.

Em 27 de Setembro de 1982 foi nomeado bispo da Diocese de Viana do Castelo.
Em 13 de Junho de 1997 foi nomeado bispo do Porto, tomando posse a 29 de Julho.
Em 22 de Fevereiro de 2007 foi aceite sua resignação pelo Papa Bento XVI.

Depois da resignação, passou a residir na Casa da Mão Poderosa, em Ermesinde, onde faleceu.
Foi sepultado num jazigo do cemitério da Lapa.

Desta forma, D. Manuel Clemente, então Bispo do Porto, comunicou o falecimento de D. Armindo Lopes Coelho:

Na Casa da Mão Poderosa e junto dos restos mortais do Senhor D. Armindo Lopes Coelho, Bispo Emérito do Porto, há pouco falecido, cumpro o dever de comunicar o doloroso facto à Diocese do Porto, bem como à de Viana do Castelo e a todas em geral.
O Senhor D. Armindo foi um fiel e generoso pastor da Igreja, com abnegada dedicação à causa do Evangelho em todos os importantes cargos que lhe foram confiados.
A todos nos deixa um grande exemplo de serviço eclesial, que nos cabe agradecer e continuar.
Pedindo a Deus a feliz recompensa dos seus muitos méritos, informo que os seus restos mortais estarão na Sé do Porto a partir desta tarde, sendo celebrada Missa Exequial amanhã, Quinta-feira, às 16 horas.
+ Manuel Clemente, Bispo do Porto
29 Set 2010


E foi com palavras de D. Armindo que D. Manuel Clemente terminou a sua Homilia da Missa Exequial:

[...]
No tempo difícil que vivemos, o fortalecimento das famílias, é inadiável para o futuro que precisamos de alcançar.
Assim se revelam as redes familiares, como indispensáveis para a sobrevivência - árdua sobrevivência nalguns casos! - de tantos concidadãos nossos.
Oiçamos D. Armindo:

A condição de Deus Trino e pessoal é a raiz da nossa condição humana de socialidade, sociabilidade e solidariedade. E é por isso que a pessoa humana egoisticamente individual e solitária redunda numa atitude ou condição, mesmo que inconsciente, contra a própria natureza humana, radicalmente sociável e social. […] É neste espírito e contexto que importa reflectir sobre a Família. […] Sendo uma comunidade natural que denota a sociabilidade humana, a família contribui de modo insubstituível para o bem da sociedade, de tal modo que pode considerar-se uma garantia contra qualquer tendência individualista ou colectivista. […] É por isso que se afirma a prioridade da família em relação à sociedade e ao Estado. A família não é para a sociedade e para o Estado. A sociedade e o Estado é que são para a família”
(Homilia na Solenidade da Santíssima Trindade – Dia Diocesano da Família, 11 de Junho de 2006. Igreja Portucalense, nº 11, p. 38-39).

Finalmente, nas últimas ordenações sacerdotais a que presidiu nesta Sé, o Senhor D. Armindo deixou-nos palavras que certamente ouvirão com renovado assentimento os novos presbíteros desse dia, como acolheremos nós todos, especialmente os que compartilhamos o sacerdócio ministerial:

Agora ides vós que sois os apóstolos deste tempo e para este mundo. Ides na pessoa de Jesus (in persona Christi) […], para serdes seus representantes, a sua presença entre o povo. […] Apesar de ataques, marginalizações, desconsiderações e desconfortos, é preciso haver quem ensine o Evangelho e esteja disponível para o ministério de Deus e para a paz entre os homens”
(Homilia nas Ordenações Sacerdotais, 9 de Julho de 2006. Ibidem, p.28).

Para o serviço de Deus e a paz entre os homens”: mais ainda do que uma exortação situada, estas palavras do Senhor D. Armindo podem resumir-lhe a vida inteira: lúcida, serena e dedicada.
Essa mesma vida que agora agradecemos a Deus e nos comprometemos a prosseguir na Igreja de Cristo, para bem de todos.

Sé do Porto, 30 de Setembro de 2010
+ Manuel Clemente


Fontes: Agência Ecclesia, Agência Lusa, Expresso.


sábado, 28 de setembro de 2013

Boletim Paroquial nº 68

Semana de 29 de Setembro a 6 de Outubro 2013
XXVI Domingo do Tempo Comum - ANO C


OS BENS DO MUNDO


 
A liturgia deste domingo propõe-nos, de novo, a reflexão sobre a nossa relação com os bens deste mundo…

Convida-nos a vê-los, não como algo que nos pertence de forma exclusiva, mas como dons que Deus colocou nas nossas mãos, para que os administremos e partilhemos, com gratuidade e amor.

Na primeira leitura, o profeta Amós denuncia violentamente uma classe dirigente ociosa, que vive no luxo à custa da exploração dos pobres e que não se preocupa minimamente com o sofrimento e a miséria dos humildes.

O profeta anuncia que Deus não vai pactuar com esta situação, pois este sistema de egoísmo e injustiça não tem nada a ver com o projecto que Deus sonhou para os homens e para o mundo.

O Evangelho apresenta-nos, através da parábola do rico e do pobre Lázaro, uma catequese sobre a posse dos bens…

Na perspectiva de Lucas, a riqueza é sempre um pecado, pois supõe a apropriação, em benefício próprio, de dons de Deus que se destinam a todos os homens…

Por isso, o rico é condenado e Lázaro recompensado.

A segunda leitura não apresenta uma relação directa com o tema deste domingo…

Traça o perfil do “homem de Deus”:

deve ser alguém que ama os irmãos, que é paciente, que é brando, que é justo e que transmite fielmente a proposta de Jesus.

Poderíamos, também, acrescentar que é alguém que não vive para si, mas que vive para partilhar tudo o que é e que tem com os irmãos?


Vaticano: PAPA DIZ QUE CONHECER JESUS IMPLICA ACEITAR «PROBLEMAS»
O Papa Francisco propõe aproximação à figura de Cristo através do estudo, da acção e da oração



Cidade do Vaticano, 26 set 2013 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no Vaticano que só pode conhecer Jesus quem aceitar os “problemas” que daí derivam, propondo uma abordagem à figura de Cristo através do estudo, da acção e da oração.

Não se pode conhecer Jesus sem ter problemas e eu ousaria dizer: se queres ter um problema, vai pela estrada que leva a conhecer Jesus. Não um, terás muitos”, declarou Francisco, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.

Segundo o Papa, este conhecimento não se faz em “primeira classe” ou na “biblioteca”, mas implica “o caminhar quotidiano, de todos os dias”.

A homilia partiu de passagens dos evangelhos, nas quais algumas pessoas começam a manifestar “medo” de Jesus, por causa do “conflito político” com os romanos que poderia provocar.

Esta figura que provoca “tantos problemas” é dada a conhecer hoje em dia através do estudo da sua vida, mas para Francisco isso não é suficiente.

Sim, deve conhecer-se Jesus no Catecismo, mas não é suficiente conhecê-lo com a mente: é um passo, contudo, é necessário conhecer Jesus no diálogo com Ele, falando com Ele, na oração, de joelhos”, precisou.

O Papa somou ainda um “terceiro caminho” ao estudo e à oração, que passa pelo “seguimento” de Jesus, “caminhar com Ele”.

Queres conhecê-lo? Lê o que a Igreja te diz sobre Ele, fala com Ele na oração e caminha na sua estrada. Assim, tu conhecerás quem é este homem. Este é o caminho, cada um deve fazer a sua escolha”, concluiu.

Francisco deixou também uma mensagem aos seus mais de 9 milhões de seguidores na rede social Twitter: “O perdão de Deus é mais forte que todo pecado”.


Catequese: RECURSOS PEDAGÓGICOS SÃO INSUFICIENTES SEM MUDANÇA PESSOAL
Peregrinação internacional junta em Roma 1600 catequistas



Roma, 27 set 2013 (Ecclesia) – O Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização afirmou que para uma catequese eficaz não está em causa “novos recursos pedagógicos” mas uma mudança “duradoira e profunda de coração”.

Não são apenas as mudanças de catecismos ou a criação de novos recursos pedagógicos” mas a mudança mais duradoira e profunda que passa “por mudar o coração de todos de modo a que tenhamos um coração aberto a Deus”, afirmou o arcebispo Octavio Arenas esta quinta-feira, aos participantes do Congresso Internacional da Catequese (CIC) que decorre em Roma.

A catequese é um dos momentos “mais importantes da vida cristã” e os catequistas “são a força de toda e qualquer comunidade cristã”, no entanto, lembrou o responsável, “a evangelização nunca é um acto isolado”, não dependendo apenas dos catequistas mas “de toda a comunidade cristã a começar pelo bispo de cada diocese”.

D. Octavio Arenas pediu “centros de nova evangelização para que os leigos possam falar de Cristo de maneira profunda e coerente”.

O CIC junta em Roma 1600 catequistas, provenientes de cinco continentes, numa peregrinação por ocasião do Ano da Fé.

Portugal está representado com 32 pessoas provenientes de todas as dioceses.

 
 
AVISOS

HORÁRIOS DAS MISSAS
Terça-feira, dia 1 de Outubro, às 19:00
Sábado, dia 5 de Outubro, às 17:00
Domingo, dia 6 de Outubro, às 9:15

ATENDIMENTO
Na próxima Terça-feira das 17:00 às 18:30

SACRAMENTO DO CRISMA
Quem tiver 18 anos ou mais e pretender receber o Sacramento do Crisma, deverá fazer a sua inscrição no horário de atendimento.
A preparação começará em Janeiro do próximo ano e terminará em Julho do mesmo ano.
A inscrição será feita até final do presente ano civil.

CAMPANHAUM DE NÓS
Irá decorrer no dia 6 de Outubro, uma recolha de assinaturas para a Petição Europeia “Um de nós”, uma iniciativa apoiada pelo Papa Francisco e, em Portugal, pela Conferência Episcopal Portuguesa.
Pretende-se pedir à Comissão Europeia que não financie actividades que levem à destruição de bebés na sua fase de vida inicial ou vida embrionária.
Se reunirmos o número suficiente de assinaturas podemos impedir que sejam destruídos embriões, quer em processos experimentais quer em processos industriais, e parar os financiamentos europeus a programas que promovem hoje a prática do aborto dentro e fora da Europa.
Esta petição diz respeito a todos, por isso se chama Um de nós, e a todos recomendamos que a assinem.
Agradecemos que colaborem com as pessoas que se disponibilizaram para esta recolha de assinaturas.
A nossa Comunidade também está convidada a empenhar-se neste desafio, que é um desafio à Protecção da Vida



[Para Portugal foi estabelecido um número mínimo de 16 500 subscrições;
Hoje, às 23:30, Portugal tinha 5 525 assinaturas por via electrónica, o que representa apenas 33,48% do previsto;
Holanda, França, Itália, Polónia e Roménia já tinham atingido o objectivo.
No entanto, segundo a página UM DE NÓS, que incluirá a recolha em suporte de papel, a 13Set já tinham sido recolhidas 16 211 assinaturas em Portugal]

 

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS CATEQUISTAS – 27 de Setembro de 2013


Conforme transmitimos em directo na tarde da ontem, 27 de Setembro, o Papa Francisco encontrou-se, na Sala Paulo VI, com os participantes do Congresso Internacional de Catequese organizado no âmbito do Ano da Fé.


Deixamos para reflexão o texto do seu discurso, na Sala Paulo VI, Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013:


Amados catequistas, boa tarde!

Gosto de que haja, no Ano da Fé, este encontro para vós: a catequese constitui uma coluna para a educação da fé, e são precisos bons catequistas!

Obrigado por este serviço à Igreja e na Igreja.

Embora possa às vezes ser difícil – trabalha-se tanto, empenha-se e não se vêem os resultados desejados –, mas educar na fé é maravilhoso!
É talvez a melhor herança que possamos dar a alguém: a fé!
Educar na fé, para que essa pessoa cresça.
Ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos a conhecerem e amarem cada vez mais o Senhor é uma das mais belas aventuras educativas; está-se a construir a Igreja!

«Ser» catequista!
Não trabalhar como catequista: isso não adianta! Trabalho como catequista, porque gosto de ensinar… Se porém tu não és catequista, não adianta! Não serás fecundo, não serás fecunda!

Catequista é uma vocação.
«Ser catequista»: esta é a vocação; não trabalhar como catequista.
Atenção que eu não disse «fazer» o catequista, mas «sê-lo», porque compromete a vida: guia-se para o encontro com Cristo, através das palavras e da vida, através do testemunho.

Lembrai-vos daquilo que nos disse Bento XVI: «A Igreja não cresce por proselitismo. Cresce por atracção».

E aquilo que atrai é o testemunho.
Ser catequista significa dar testemunho da fé; ser coerente na própria vida. E isto não é fácil.
Não é fácil! Nós ajudamos, guiamos para chegarem ao encontro com Jesus através das palavras e da vida, através do testemunho.

Gosto de recordar aquilo que São Francisco de Assis dizia aos seus confrades: «Pregai sempre o Evangelho e, se for necessário, também com as palavras».

As palavras têm o seu lugar… mas primeiro o testemunho: que as pessoas vejam na nossa vida o Evangelho, possam ler o Evangelho.
E «ser» catequista requer amor: amor cada vez mais forte a Cristo, amor ao seu povo santo.
E este amor não se compra nas lojas, nem se compra sequer aqui em Roma.
Este amor vem de Cristo! É um presente de Cristo! É um presente de Cristo!
E se vem de Cristo, parte de Cristo; e nós devemos recomeçar de Cristo, deste amor que Ele nos dá.
Para um catequista, para vós e para mim, porque também eu sou catequista, que significa este recomeçar de Cristo? Que significa?

Eu vou falar de três pontos: um, dois e três, como faziam os antigos jesuítas… um, dois e três!

1. Antes de tudo, recomeçar de Cristo significa cultivar a familiaridade com Ele, ter esta familiaridade com Jesus: Jesus recomenda-o, com insistência, aos discípulos na Última Ceia, quando Se prepara para viver o dom mais sublime de amor, o sacrifício da Cruz.

Recorrendo à imagem da videira e dos ramos, Jesus diz: Permanecei no meu amor, permanecei ligados a mim, como o ramo está ligado à videira.

Se estivermos unidos a Ele, podemos dar fruto, e esta é a familiaridade com Cristo.
É permanecer em Jesus!
Permanecer ligados a Ele, dentro d’Ele, com Ele, falando com Ele: permanecer em Jesus.

A primeira coisa necessária para um discípulo é estar com o Mestre, ouvi-Lo, aprender d’Ele.
E isto é sempre válido, é um caminho que dura a vida inteira!

Recordo que, na diocese (na outra diocese que tinha antes), via muitas vezes, no fim dos cursos no seminário catequético, os catequistas saírem dizendo:
«Tenho o título de catequista!».
Isso não adianta, não tens nada, fizeste apenas um bocado de estrada!
Quem te ajudará? Isto sim, que vale sempre!
Não um título, mas um procedimento: estar com Ele; e dura toda a vida!
É estar na presença do Senhor, deixar-se olhar por Ele.

Pergunto-vos: Como estais na presença do Senhor?
Quando ides ter com o Senhor, enquanto olhais o Sacrário, que fazeis?
Sem palavras… Mas eu falo, falo, penso, medito, ouço…
Muito bem! Mas tu… deixas-te olhar pelo Senhor?

Sim, deixar-se olhar pelo Senhor. Ele olha-nos, e esta é uma maneira de rezar.

Deixas-te olhar pelo Senhor? Mas, como se faz? Olhas para o Sacrário e deixas-te olhar… é simples!
É um pouco maçador, adormeço… Se adormeceres, adormeces! Ele olhar-te-á igualmente, olhar-te-á igualmente.

Mas, teres a certeza de que Ele te olha é muito mais importante do que o título de catequista: faz parte do ser catequista.
Isto inflama o coração, mantém aceso o fogo da amizade com o Senhor, faz-te sentir que Ele verdadeiramente olha para ti, está perto de ti e te ama.

Numa das saídas que tive, aqui em Roma, por ocasião de uma Missa, aproximou-se um senhor, relativamente jovem, e disse-me:
«Padre, prazer em conhecê-lo; mas eu não acredito em nada! Não tenho o dom da fé!»
Ele entendia que a fé era um dom.
«Não tenho o dom da fé! Que me recomenda o senhor?»
«Não desanimes! Deus ama-te. Deixa-te olhar por Ele. E basta».

O mesmo vos digo a vós: Deixai-vos olhar pelo Senhor!
Compreendo que, para vós, não é tão simples: especialmente para quem é casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de tranquilidade.
Mas, graças a Deus, não é necessário que todos façam da mesma maneira; na Igreja, há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isto pode acontecer, é possível em todos os estados de vida.

Neste momento, cada um pode interrogar-se: Como é que eu vivo este «estar» com Jesus?
Esta é uma pergunta que vos deixo:
«Como é que eu vivo este estar com Jesus, este permanecer em Jesus?»
Tenho momentos em que permaneço na sua presença, em silêncio, e me deixo olhar por Ele?
Deixo que o seu fogo inflame o meu coração? Se, no nosso coração, não há o calor de Deus, do seu amor, da sua ternura, como podemos nós, pobres pecadores, inflamar o coração dos outros?
Pensai nisto!

2. O segundo elemento é este – dois – recomeçar de Cristo significa imitá-Lo na saída de Si mesmo para ir ao encontro do outro.
Trata-se de uma experiência maravilhosa, embora um pouco paradoxal.
Porquê? Porque, quem coloca Cristo no centro da sua vida, descentraliza-se!
Quanto mais te unes a Jesus e Ele Se torna o centro da tua vida, tanto mais Ele te faz sair de ti mesmo, te descentraliza e abre aos outros.

Este é o verdadeiro dinamismo do amor, este é o movimento do próprio Deus!
Sem deixar de ser o centro, Deus é sempre dom de Si, relação, vida que se comunica... E assim nos tornamos também nós, se permanecermos unidos a Cristo, porque Ele faz-nos entrar neste dinamismo do amor.
Onde há verdadeira vida em Cristo, há abertura ao outro, há saída de si mesmo para ir ao encontro do outro no nome de Cristo.

E o trabalho do catequista é este: por amor, sair continuamente de si mesmo para testemunhar Jesus e falar de Jesus, anunciar Jesus.
Isto é importante, porque é obra do Senhor: é precisamente o Senhor que nos impele a sair.

O coração do catequista vive sempre este movimento de «sístole-diástole»: união com Jesus - encontro com o outro.

Existem as duas coisas: eu uno-me a Jesus e saio ao encontro dos outros.
Se falta um destes dois movimentos, o coração deixa de bater, não pode viver.
Recebe em dom o querigma e, por sua vez, oferece-o em dom. Importante esta palavrinha: dom!
O catequista está consciente de que recebeu um dom: o dom da fé; e dela faz dom aos outros.
Isto é maravilhoso! E não reserva uma percentagem para si! Tudo aquilo que recebe, dá-o.
Aqui não se trata de um negócio! Não é um negócio! É puro dom: dom recebido e dom transmitido.
E o catequista está ali, nesta encruzilhada de dom. Isto está na própria natureza do querigma: é um dom que gera missão, que impele sempre para além de si mesmo.

São Paulo dizia: «O amor de Cristo nos impele»; mas esta expressão «nos impele» também se pode traduzir por «nos possui».

É assim o amor: atrai-te e envia-te, toma-te e dá-te aos outros. É nesta tensão que se move o coração do cristão, especialmente o coração do catequista.
Perguntemo-nos, todos: É assim que bate o meu coração de catequista: união com Jesus e encontro com o outro? Com este movimento de «sístole e diástole»? Alimenta-se na relação com Ele, mas para O levar aos outros e não para o reter?
Eis o que vos digo: Não compreendo como possa um catequista ficar parado, sem este movimento. Não compreendo!

3. E o terceiro elemento – três – situa-se também nesta linha: recomeçar de Cristo significa não ter medo de ir com Ele para as periferias. Isto traz-me à mente a história de Jonas, uma figura muito interessante, especialmente nos nossos tempos de mudanças e incerteza.

Jonas é um homem piedoso, com uma vida tranquila e bem ordenada; isto leva-o a ter bem claros os seus esquemas e a julgar rigidamente tudo e todos segundo esses esquemas.
Vê tudo claro, a verdade é esta. É rígido!
Por isso, quando o Senhor o chama e lhe diz para ir pregar à grande cidade pagã de Nínive, Jonas não quer. Ir lá! Mas eu tenho toda a verdade aqui!
Não quer ir… Nínive está fora dos seus esquemas, está na periferia do seu mundo.
Então escapa, vai para Espanha, foge, embarca num navio que vai para aqueles lados. Ide ler o Livro de Jonas! É breve, mas é uma parábola muito instrutiva, especialmente para nós que estamos na Igreja.

Que nos ensina? Ensina-nos a não ter medo de sair dos nossos esquemas para seguir a Deus, porque Deus vai sempre mais além.
Sabeis uma coisa? Deus não tem medo! Sabíeis isto?! Não tem medo! Ultrapassa sempre os nossos esquemas! Deus não tem medo das periferias.
Se fordes às periferias, encontrá-Lo-eis lá. Deus é sempre fiel, é criativo.
Mas, por favor, não se compreende um catequista que não seja criativo. A criatividade é como que a coluna do ser catequista.

Deus é criativo, não se fecha, e por isso nunca é rígido. Deus não é rígido!
Acolhe-nos, vem ao nosso encontro, compreende-nos.
Para sermos fiéis, para sermos criativos, é preciso saber mudar. Saber mudar. E porque devo mudar? É para me adequar às circunstâncias em que devo anunciar o Evangelho. Para permanecermos com Deus, é preciso saber sair, não ter medo de sair.

Se um catequista se deixa tomar pelo medo, é um covarde; se um catequista se fecha tranquilo, acaba por ser uma estátua de museu: e temos muitos! Temos muitos! Por favor, estátuas de museu, não! Se um catequista é rígido, torna-se encarquilhado e estéril.

Pergunto-vos: Alguém de vós quer ser covarde, estátua de museu ou estéril? Algum de vós tem vontade de o ser? [catequistas: Não!] Não? Têm a certeza? … Está bem!
Aquilo que vou dizer agora, já o disse muitas vezes; mas sinto no coração que o devo dizer.

Quando nós, cristãos, estamos fechados no nosso grupo, no nosso movimento, na nossa paróquia, no nosso ambiente, permanecemos fechados; e acontece-nos o que sucede a tudo aquilo que está fechado: quando um quarto está fechado, começa a cheirar a mofo. E se uma pessoa está fechada naquele quarto, adoece!
Quando um cristão está fechado no seu grupo, na sua paróquia, no seu movimento, está fechado, adoece.

Se um cristão sai pelas estradas, vai às periferias, pode acontecer-lhe o mesmo que a qualquer pessoa que anda na estrada: um acidente.
Quantas vezes vimos acidentes na estrada!
Mas eu digo-vos: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada que uma Igreja doente! Prefiro uma Igreja, um catequista que corra corajosamente o risco de sair, que um catequista que estude, saiba tudo, mas sempre fechado: este está doente. E às vezes está doente da cabeça…

Atenção, porém!
Jesus não diz: Ide, arranjai-vos. Não, não diz isso! Jesus diz: Ide, Eu estou convosco!
Nisto está o nosso encanto e a nossa força: se formos, se sairmos para levar o seu Evangelho com amor, com verdadeiro espírito apostólico, com franqueza, Ele caminha connosco, precede-nos, - digo-o em espanhol – nos «primerea». O Senhor sempre nos «primerea»!

Decerto já aprendestes o significado desta palavra!. E isto é a Bíblia que o diz, não eu.
A Bíblia diz, ou melhor, o Senhor diz na Bíblia: Eu sou como a flor da amendoeira.
Porquê? Porque é a primeira flor que desabrocha na primavera.
Ele é sempre o «primero»! Ele é o primeiro! Para nós, isto é fundamental: Deus sempre nos precede! Quando pensamos que temos de ir para longe, para uma periferia extrema, talvez nos assalte um pouco de medo; mas, na realidade, Ele já está lá: Jesus espera-nos no coração daquele irmão, na sua carne ferida, na sua vida oprimida, na sua alma sem fé.

Vós sabeis uma das periferias que me faz tão mal, tão mal que me faz doer (senti-o na diocese que tinha antes)?
É a das crianças que não sabem fazer o Sinal da Cruz. Em Buenos Aires, há muitas crianças que não sabem fazer o Sinal da Cruz. Esta é uma periferia!
É preciso ir lá!
E Jesus está lá, espera por ti para ajudares aquela criança a fazer o Sinal da Cruz. Ele sempre nos precede.

Amados catequistas, acabaram-se os três pontos.
Recomeçar sempre de Cristo!
Agradeço-vos pelo que fazeis, mas sobretudo porque estais na Igreja, no Povo de Deus em caminho, porque caminhais com o Povo de Deus.

Permaneçamos com Cristo – permanecer em Cristo –, procuremos cada vez mais ser um só com Ele; sigamo-Lo, imitemo-Lo no seu movimento de amor, no seu sair ao encontro do homem; e saiamos, abramos as portas, tenhamos a audácia de traçar estradas novas para o anúncio do Evangelho.

Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos acompanhe! Obrigado!

Maria é nossa Mãe; Maria, sempre, nos leva a Jesus!
Elevemos uma oração, uns pelos outros, a Nossa Senhora [Ave Maria]. [Bênção]. Muito obrigado!


Fonte: Santa Sé




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

AS ESTATÍSTICAS II – 10 000 Visualizações




Atingido mais um número redondo, desta vez o 10 000, damos conta do número de visualizações ao longo dos meses.

Março -       192
Abril -      2 479
Maio -      1 432
Junho -    1 697
Julho -     1 970
Agosto -   1 247
Setembro - 983, ao atingir as 10 mil em 27Set2013

Ao longo destes primeiros seis meses - o blogue foi colocado no ar cerca das 11H00 do dia de Páscoa, dia 31 de Março de 2013, publicamos os Boletins Paroquiais, procuramos relatar as actividades desenvolvidas na nossa paróquia e divulgamos textos e eventos de âmbito diocesano, nacional ou internacional.

Relativamente a estes últimos, os extra paroquiais, apesar de estarem disponíveis nos sítios respectivos e ser fastidioso para quem já os leu no original, temos vindo a inseri-los quando nos parece poderem interessar a quem nos acompanha.

Continuamos à espera da vossa opinião para que, de facto, o blogue da Paróquia de São Cristóvão do Muro corresponda às expectativas de quem o acompanha.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

QUE FIZEMOS NÓS DA ALEGRIA?

José Tolentino Mendonça

Mas o que é a alegria?
A alegria é expansão pessoalíssima e profunda.
Não há duas alegrias iguais, como não há duas lágrimas ou dois prantos iguais.
A alegria é uma gramática singular.
Por um lado, tem uma expressão física, mas, por outro, conserva uma natureza evidentemente espiritual.
Não se reduz a uma forma de bem-estar ou a um conforto emocional, embora se possa traduzir também dessas maneiras.
A alegria é uma revelação da vida profunda.
É abrir uma porta, um caminho, um corredor para a passagem do Espírito.

No espaço teológico e eclesial, infelizmente, a alegria tornou-se um motivo tratado com alguma parcimónia.
Falamos pouco do Evangelho da Alegria e, entre tudo aquilo que assumimos como dever, como tarefa, raramente ele está.
O dever da alegria, estarmos quotidianamente hipotecados à alegria, enviados em nome da alegria, não nos é tantas vezes recordado quanto devia.
As nossas liturgias, pregações, catequeses e pastorais abordam a alegria quase com pudor.

Isto para dizer que a alegria tornou-se um tópico mais ou menos marginal, uma espécie de subtema e, por vezes, até uma espécie de interdito.
Nietzsche dizia que o cristianismo seria mais credível se os cristãos parecessem alegres.
Que fizemos nós do Evangelho da Alegria?

Definimo-nos culturalmente como homo faber, homem artesão, fabricante, aquele que se realiza na própria acção.
E distanciamos da nossa própria vida o horizonte do homo festivus, isto é, o que é capaz de celebrar, aquele que conduz a criação à sua plenitude. 

A alegria nasce do acolhimento.
Nasce quando aceitamos construir a vida numa cultura de hospitalidade.
Há um filme de Ingmar Bergman em que uma personagem é uma rapariga anoréxica - e sabemos como a anorexia é uma forma de desistir da própria vida, de desinvestir afectivamente.
A rapariga vai falar com um médico e ele diz-lhe isto, que também vale para todos nós: “Olha há só um remédio para ti, só vejo um caminho: em cada dia deixa-te tocar por alguém ou por alguma coisa”.
A alegria é esta hospitalidade.

Editorial da Agência Ecclesia, 20-09-2013

sábado, 21 de setembro de 2013

Boletim Paroquial nº 67

Semana de 22 a 29 de Setembro 2013
XXV Domingo do Tempo Comum - ANO C

OS VALORES DO REINO



A liturgia sugere-nos, hoje, uma reflexão sobre o lugar que o dinheiro e os outros bens materiais devem assumir na nossa vida.

De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, os discípulos de Jesus devem evitar que a ganância ou o desejo imoderado do lucro manipulem as suas vidas e condicionem as suas opções; em contrapartida, são convidados a procurar os valores do “Reino”.

Na primeira leitura, o profeta Amós denuncia os comerciantes sem escrúpulos, preocupados em ampliar sempre mais as suas riquezas, que apenas pensam em explorar a miséria e o sofrimento dos pobres.
Amós avisa: Deus não está do lado de quem, por causa da obsessão do lucro, escraviza os irmãos.
A exploração e a injustiça não passam em claro aos olhos de Deus.

O Evangelho apresenta a parábola do administrador astuto.
Nela, Jesus oferece aos discípulos o exemplo de um homem que percebeu como os bens deste mundo eram caducos e precários e que os usou para assegurar valores mais duradouros e consistentes… Jesus avisa os seus discípulos para fazerem o mesmo.

Na segunda leitura, o autor da Primeira Carta a Timóteo convida os crentes a fazerem do seu diálogo com Deus uma oração universal, onde caibam as preocupações e as angústias de todos os nossos irmãos, sem excepção.
O tema não se liga, directamente, com a questão da riqueza (que é o tema fundamental da liturgia deste domingo); mas o convite a não ficar fechado em si próprio e a preocupar-se com as dores e esperanças de todos os irmãos, situa-nos no mesmo campo: o discípulo é convidado a sair do seu egoísmo para assumir os valores duradouros do amor, da partilha, da fraternidade.


Portugal: EMPRESÁRIOS E TRABALHADORES CATÓLICOS DEBATEM CRISE EM CONJUNTO
ACEGE e LOC/MTC procuram respostas que sirvam interesses comuns

Lisboa, 18 set 2013 (Ecclesia) – A Associação Cristã de Empresários e Gestores e o Movimento de Trabalhadores Cristãos têm promovido reuniões e conferências conjuntas para debaterem a actualidade tendo como base o diálogo social.

Penso que são importantes porque mais do que estarmos a defender uns para cada lado a construção de um mundo justo e fraterno temos de nos unir e ver onde é que podemos encontrar pontos comuns”, revela Fátima Almeida, do Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC).

À Agência ECCLESIA, a responsável explica que a LOC/MTC e a ACEGE participaram em dois colóquios sobre o diálogo social, promovidos pela Comissão Nacional Justiça e Paz, que ajudam à construção conjunta do “bem-estar que as pessoas tanto precisam”.

Nestes encontros a LOC/MTC e a ACEGE intervêm no mesmo espaço e com a mesma oportunidade, algo que a responsável considera “fundamental” porque o conceito de diálogo social hoje, veiculado pela concertação social, por exemplo, apresenta-se como “imposto”.

Não há discussão aberta entre empresários, trabalhadores, sindicatos, apenas se procuram impor medidas de austeridade que servem para prejudicar a vida dos trabalhadores”, clarifica Fátima Almeida.

Já para o presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) estes encontros conjuntos são importantes porque “na perspectiva cristã as empresas são comunidades humanas e não pontos de conflito onde os interesses não são todos coincidentes mas são espaço de consenso, concertação e comunhão”.

António Pinto Leite reafirma que todas as organizações devem “caminhar juntas” e que nas reuniões com a LOC/MTC percebem as reivindicações e os problemas dos trabalhadores.

Neste sentido, os empresários têm “mais responsabilidades na comunidade humana”, que é uma empresa, e na promoção da “união, da escuta e da partilha” porque “condicionam o modo de viver das empresas e têm uma importância acrescida”, assinala o presidente da ACEGE.

Depois de uma pausa, Fátima Almeida revela que os encontros entre a LOC/MTC e a ACEGE “serão novamente programados e preparados” a partir deste mês.


Vaticano: JORNADA DOS CATEQUISTAS NO ANO DA FÉ
Catecismo da Igreja Católica vai estar disponível para telemóvel e tablet


 
Cidade do Vaticano, 19 set 2013 (Ecclesia) – O catequista, testemunha da fé’, é o tema de três iniciativas apresentadas hoje pelo arcebispo Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, que se realizam no final de Setembro, no Vaticano.

O encontro internacional de catequistas tem como objectivo que estes agentes da pastoral vivam uma peregrinação ao túmulo do apóstolo São Pedro, primeiro Papa da Igreja Católica, e depois “serem confirmados na fé” pelo Papa Francisco numa Eucaristia, a 29 de Setembro.

Do programa constam catequeses sobre o sacramento da reconciliação e da adoração ao Santíssimo Sacramento: “As catequeses serão em várias línguas, com 14 bispos, e decorrerão nas igrejas adjacentes à Praça de São Pedro devido à afluência de pessoas”, para não causarem transtorno na cidade, explicou o arcebispo Rino Fisichella, em conferência de imprensa.

Esta acção, nos dias 28 e 29 de Setembro, é precedida pelo Conselho Internacional de Catequese, a 25 de Setembro.

A missão deste encontro é partilhar experiências e estudar as questões mais importantes da catequese para fornecer um serviço comum a todas as conferências episcopais”, explicou D. Rino Fisichella.

O Conselho Internacional de Catequese foi instituído pelo Papa Paulo VI, em 1973, e renovado a 1 de Outubro de 2012 com o objectivo de “analisar a catequese” à esfera mundial na última década e “projectar a sua missão evangelizadora”, acrescentou o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

Depois, de 26 a 28 de Setembro realiza-se o Congresso Internacional de Catequese, na Casa de São Paulo VI, que debruçar-se-á sobre a primeira parte do Catecismo da Igreja Católica, mais propriamente sobre o tema da fé.

Do programa, destaca-se a catequese do Papa Francisco, no dia 27 de Setembro, às 17h00 (18h00 em Portugal), participam neste congresso 104 delegações de 50 países num total de 1600 pessoas.

Na apresentação da Peregrinação dos Catequistas, iniciativa inserida no Ano da Fé, o responsável estava acompanhado pelo bispo José Ruiz Arenas e pelo monsenhor Graham Bell, respectivamente secretário e subsecretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

Na conferência de imprensa, o arcebispo revelou que brevemente estará disponível uma aplicação gratuita do ‘Catecismo da Igreja Católica’ para tablets e para telemóveis smartphone, que “permitirá ter ao alcance da mão o Catecismo e o seu Compêndio com a possibilidade de consultar os textos, as referências bíblicas, o glossário e textos de referência que se poderão transferir para as redes sociais” como o facebook e o twitter.

Os três encontros realizam-se sob o tema - O catequista, testemunha da fé – e para o arcebispo, “os que são chamados assumir a grande responsabilidade da fé sabem que o testemunho de vida é o elemento privilegiado para a credibilidade da sua missão”.

O Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização foi criado com a missão de “promover o Catecismo da Igreja Católica” agora, “a sua jurisdição alargou-se a toda a catequese”, revelou o arcebispo.

AVISOS

HORÁRIOS DAS MISSAS
Terça-feira, dia 24 de Setembro, às 19:00 – 30º Dia Manuel Augusto Gonçalves de Sá
Sábado, dia 28 de Setembro, às 17:00
Domingo, dia 29 de Setembro, às 9:15


ATENDIMENTO
Na próxima Terça-feira não há atendimento

NOTAS:
Terça-feira, 24Set, às 21:00 – Oficinas de Oração e Vida no Salão Paroquial
Durante o presente Ano Pastoral teremos a possibilidade de “aprender a rezar para aprendermos a viver melhor”, este será o primeiro encontro. Todos estão convidados a aparecer.

Quinta-feira, 26Set, às 21:00 – Reunião de Catequistas no Salão Paroquial

SACRAMENTO DO CRISMA
Quem tiver 18 anos ou mais e pretender receber o Sacramento do Crisma, deverá fazer a sua inscrição no horário de atendimento.
A preparação começará em Janeiro do próximo ano e terminará em Julho do mesmo ano.
A inscrição será feita até final do presente ano civil.


BAPTISMO PARA ADULTOS
Se houver alguém que não sendo baptizado pretenda receber o Sacramento do Baptismo, deve fazer a sua inscrição até final do mês de Setembro junto do Padre Rui.